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Amstel resgata meme histórico para final da Libertadores

O mercado está saturado de grandes patrocínios e marcas disputando a atenção do consumidor. Foi com coragem e velocidade que a Amstel conquistou a audiência do torcedor brasileiro na final da Libertadores 2025. A marca é patrocinadora do torneio e deu um show de agilidade, flexibilização de fluxos e comunicação direta com o consumidor ao lançar a campanha “O Grito da Vitória”, na partida que envolvia o Flamengo e o River Plate, da Argentina. O case foi apresentado em um dos painéis do MMA Impact Brasil 2026.

Monitorando o comportamento da audiência por meio da ferramenta Culture Monitor, a Live, agência responsável pela conta, identificou que o público revivia a clássica provocação futebolística aos argentinos em relação ao número acumulado de títulos — resgatando a memória afetiva de campanhas icônicas do passado, como a famosa piada do “falar pelo cano”.

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Com 2 opções criativas na mesa e sem tempo hábil para testes tradicionais, a agência e o cliente operaram sob uma forte relação de confiança. A escolha foi arrojada: criar um filme conectando o momento do futebol a um famoso grito de vitória da cultura pop nacional. O novo filme de Amstel para a ocasião fez alusão a uma campanha de 2009, da Amanco, em que funcionários de uma obra gritam pelos canos os títulos de seus países.

“A coragem de fazer mesmo sem testar, isso é a base de um trabalho e estratégia social first. Esse filme é superbem produzido, com atores. Entre a gente aprovar a ideia, o valor, produzir e ir para o ar, foram no máximo 8 ou 9 dias”, contou Aline Rossin, CEO da Live.

O impacto real veio com a inversão da lógica tradicional de mídia: o time de marketing substituiu o filme institucional já programado para a TV no intervalo do jogo pela peça nascida nas redes. “As pessoas estavam vendo ao vivo um filme sobre um tema que elas estavam falando e elas se reconheceram naquele filme. E isso foi a maior alegria e potência. Foi emblemático e simbólico a gente chegar a um lugar tão grande e potente com esse trabalho”, completou.

Cecília Bottai, VP de Marketing do Grupo Heineken, pontuou como que a maleabilidade dos envolvidos na ação foi importante para o desenvolvimento do case. “Os 90% vão ser certinhos, mas os 10% para ter a criatividade e deixar o consumidor fazer o resto são superimportantes”, disse a VP. Essa mentalidade ágil permitiu erros pelo caminho — prontamente corrigidos —, mas pavimentou acertos históricos, como as ações com Fernanda Gentil e a brincadeira da “bola oval” rivalizando com o hype da NFL.

A necessidade de uma resposta rápida, sempre atenta ao tempo certo, se repetiu neste ano, quando marca entrou no hall de patrocinadores do BBB. “A inserção te dá o alcance, mas a conversa continua nas redes sociais”, lembrou.

Uma marca pela inclusão
Cecília falou também sobre o posicionamento firme de inclusão e diversidade adotado pela Amstel nesses últimos 10 anos. Questionada sobre os riscos de defender causas em um cenário polarizado, ela foi categórica.

“Me perguntam se não é arriscado falar de inclusão num mercado polarizado. Sempre falo que é melhor que 50% me amem e 50% me odeiem do que 100% não lembrem de mim. Esse é o posicionamento de Amstel no Brasil. Sem coragem hoje, uma marca vai para o ostracismo”, afirmou.

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