Skip to content Skip to footer

O que é real e o que é hype no uso de inteligência artificial?

Identificar o que é hype e o que é real no mundo da inteligência artificial pode não ser tarefa fácil. Foi para ajudar a fazer essa diferenciação que Rene Raiss, sócio fundador da Sqreem Technologies, subiu ao palco do AI4M Summit Brasil, realizado no WPP Vila, em São Paulo (SP).

Segundo o executivo, um dos grandes desafios dos profissionais de Marketing é diferenciar soluções reais de simples aplicações criadas sobre modelos existentes. “Vocês sabem quantos modelos de IA de grande porte únicos e fundamentais existem? Menos de 20. Temos um setor com 40 mil empresas atuando no ramo de IA, mas há um número muito reduzido de tecnologias que todas elas estão desenvolvendo diariamente”, explicou.

Leia também
Veja como foi o AI4M Summit Brasil
Nestlé e Alia Inclui usam IA para dar voz a 1.200 rótulos

Raiss destacou as diferenças entre os LLMs (Modelos de Linguagem em Grande Escala) e os LBMs (Modelos Comportamentais em Grande Escala). O LLM é focado na perfeição da linguagem escrita e reconstrói textos. Já o LBM mapeia o que as pessoas fazem, transformando atividades em comportamento, consideração e intenção de compra.

“Os LLMs são extremamente poderosos. Eu os utilizo todos os dias. No entanto, quando forço um LLM a responder uma pergunta sobre a qual ele não possui dados registrados, ele perde o rumo; ele alucina. Nossa atividade envolve fazer perguntas sobre aspectos para os quais o modelo pode não ter dados: emoções, sentimentos, considerações, jornadas, comportamentos e intenções. A maior parte disso não está registrada por escrito. Assim, ao analisar um produto de IA — e entender se ele utiliza um LLM ou atua como um agente —, percebemos que esse agente não dispõe dos dados necessários para responder à sua pergunta. A resposta pode até parecer interessante, mas provavelmente não está correta”, exemplificou.

O executivo da Sqreem também chamou atenção à importância da integração entre as diferentes etapas do trabalho. “O melhor plano de mídia do mundo, se não estiver conectado à identidade do cliente, não passa de filosofia. Você pode ter o melhor plano, mas não está alcançando as pessoas. Da mesma forma, a melhor ativação não surte efeito algum se a peça criativa for inadequada. Por isso, é preciso ter um fluxo de trabalho em que todos os sistemas e todas as camadas se comuniquem entre si — e isso já está começando a acontecer”, falou.

Ao fim da palestra, ao responder as questões do público, Raiss contou que, para dar bons resultados, é preciso que modelos comportamentais no Brasil usem dados locais para compreender o consumidor brasileiro.

Quer assistir esse e outros conteúdos? Acesso o MFT+

Sign Up to Our Newsletter

Ritatis et quasi architecto beat

[yikes-mailchimp form="1"]