Conhecido como economia prateada, o mercado de pessoas com mais de 50 anos está em expansão e precisa da atenção das campanhas de Marketing. Só no Brasil é um público de mais de 59 milhões de pessoas.
“Hoje já temos mais pessoas acima de 50 anos do que jovens até 17 anos no Brasil. Essa geração 50+ move a famosa economia prateada, que é muito forte, e vamos ver isso crescer significativamente nos próximos anos, e quem é de Marketing precisa estar atento. Falar de longevidade é falar do presente”, disse Tatiana Gracia, mestre em Comportamento Humano e Gerontóloga, durante o MMA Impact Brasil 2026.
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A especialista pontuou que as empresas ainda tendem a tratar essa geração como igual. “Existem divisões dentro dessa geração, e não dá para fazer uma comunicação exclusiva para essa idade. Vejo que isso acontece dentro das empresas porque existe uma falta de letramento sobre o assunto”, contou a mestre em Comportamento Humano.
Trabalhando para atender diferentes públicos, Marcelo Bronze, vice-presidente de Marketing da Danone, falou que, com a marca de iogurtes e nutrição especializada, atua para dar ainda mais importância para a geração prateada.
“Estamos em um ponto de não retorno. Estamos cheios de preconceitos e de conceitos desatualizados, e isso precisa mudar. Precisamos nos atualizar. Trabalhamos para atualizar nossa marca para atender diferentes faixas etárias e atingir as necessidades reais das pessoas”, explicou Bronze.
“Queremos crescer nosso negócio de nutrição para adultos e estamos estudando a necessidade de cada público. Estamos enxergando mais estilo de vida do que idade. Está longe de estar perfeito, mas estamos evoluindo”, completou.
Daniela Campello, diretora de Inteligência e Insights Latam da Kenvue, concordou que as marcas ainda precisam combater os muitos estereótipos que existem. “Ainda observamos esse segmento de uma forma ligada à perda, mas é um segmento que quer viver mais. Temos que entender essa diversidade de comportamentos. A indústria está aprendendo para trazer uma informação mais assertiva para esse público”, disse.
Com o autocuidado redefinido, o que antes era visto como uma forma de cuidar das doenças já existentes, hoje é focado em maneiras de melhorar a alimentação e em atitudes para viver melhor, como parar de fumar, por exemplo. “Por causa disso, investir em campanhas para a economia prateada não deveria ser uma discussão, porque esse é um segmento que vale”, completou Daniela.



