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“Algo que não muda é o poder das pessoas”, diz Karina Ribeiro, da VML

No terceiro episódio da série “Masters of Marketing – especial CEOs”, Fabiano Lobo, CEO da MMA para a América Latina, recebe Karina Ribeiro, CEO da VML Brasil, para conversar sobre os bastidores da maior fusão de agências do mercado, que deu origem à configuração atual da VML, e sobre a trajetória profissional da executiva dentro do grupo WPP.

Com uma carreira de 20 anos construída na mesma holding, Karina detalha o desafio de liderar a união das operações da VML Y&R com a da Wunderman Thompson, com legados robustos e culturas distintas. O processo exigiu organizar o “caos gostoso”, envolvendo desde a unificação de folhas de pagamento e CNPJs até a gestão de mais de mil colaboradores e dezenas de clientes.

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“Tive a honra de ser convidada para fazer essa fusão e para assumir essa nova agência que se criava a partir dessas 4 agências que já tinham virado 2 e que estavam virando 1. Estou nesse desafio como CEO da VML aqui no Brasil tem 2,5 anos. É uma jornada linda”, fala.

A estratégia para o sucesso da integração foi aproveitar a complementaridade entre o peso estratégico de uma agência e a força de execução de outra, mantendo uma liderança neutra durante a transição. “Acho que foi muito assertivo porque era uma pessoa do WPP, mas uma pessoa agnóstica. Tendo passado pelo processo, eu acho que foi muito bom porque não tinha um olhar viciado de nenhum dos lados”, diz.

A filosofia da agência, descrita como “human first”, coloca as pessoas como o ativo principal da operação. Segundo a executiva, o investimento na tecnologia é alto, são US$ 2 bilhões por ano investidos em inteligência artificial e na plataforma WPP Open. Ferramentas como audiências sintéticas já são utilizadas para otimizar estratégias, mas o foco permanece no propósito de solucionar problemas e construir relacionamentos longevos com os clientes.

“Tem algo que não muda, que é o poder das pessoas. Eu falo do meu lado, da nossa indústria de agência, o que que eu tenho enquanto VML. Qual é o meu ativo? Pessoas. Pessoas que pensam, que trabalham, que criam pros clientes, que o problema dos clientes é o problema delas, que a gente quer solucionar coisas, que a gente quer usar criatividade. E aí a gente olha a tecnologia, o WPP Open, ela está lá para impulsionar. Isso nunca vai mudar”, conta.

Confira o episódio completo no YouTube do MFT.

https://www.youtube.com/@MarketingFutureToday

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