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Com ajuda de IA, BIC e VML recriam manuscrito de “Romeu e Julieta”

No segundo episódio desta temporada da série de podcasts “Smarties: Criatividade Efetiva e Impacto de Negócios”, que apresenta cases vencedores do MMA Smarties Brasil 2025, o tema é campanha “A BIC de Shakespeare”, vencedora do Ouro na categoria “Excelência Criativa com Uso de IA”. Jéssica Oliveira, Head de Conteúdo e Comunicação da MMA no Brasil, recebe Rodrigo Iasi, diretor de Marketing da BIC Brasil e Argentina, e Marcelo Felício, diretor de Criação da VML, no Estúdio MMA, para detalhar os bastidores de uma ação que uniu o analógico ao disruptivo.

A campanha nasceu do insight de materializar a capacidade de escrita de 3 km de uma caneta BIC, transformando esse dado na transcrição física da obra “Romeu e Julieta”, de William Shakespeare, que não teve os manuscritos originais preservados. Embora a ideia tenha surgido há 5 anos, a complexidade técnica de reproduzir a caligrafia exata do dramaturgo tornava o projeto inviável manualmente. Com o avanço da inteligência artificial, o que levaria anos foi concluído em 2 meses.

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“É um craft muito elaborado porque a gente não queria fazer uma letra, uma tipologia de computador, a gente queria fazer a letra de Shakespeare. Era outra coisa. Isso significa que a gente tem que fazer as mesmas letras em diferentes formatos porque Shakespeare não escrevia a letra A da mesma maneira sempre. A ligação do A com B é de um jeito, a ligação do A com o C é de outro. Tinha muitos detalhes”, explica Felício. Para chegar ao resultado esperado, foram produzidas quase 20 versões da caligrafia até que um perito atestasse a veracidade dos traços.

A iniciativa coincidiu com os 75 anos da icônica caneta BIC Cristal. “Quando a VML trouxe essa ideia, ela casou perfeitamente porque é uma homenagem aos 75 anos de um produto tão icônico, que transcende gerações e viabiliza a expressão humana. Casou a verdade da ideia, com o momento da empresa e com uma tecnologia disruptiva, que é a IA”, diz Iasi.

O projeto contou com o uso de um robô que escreveu o livro usando uma única caneta BIC. O case gerou mais de 150 milhões de impressões e teve repercussão em mais de 15 países. Foram escritas 2 obras: uma destinada ao Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro, e a outra à cidade natal do autor, localizada no condado de Warwickshire, na Inglaterra.

Assista ao videocase de A BIC de Shakespeare

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