O case “A campanha que fez o Brasil ouvir”, da Live The Agency para Audible, é o tema do novo episódio da série especial sobre os vencedores do MMA Smarties Brasil 2025. O programa explora os detalhes da estratégia que conquistou Ouro em Lançamento de produto e Prata em Marketing com influenciadores. Adriana Alcântara, diretora-geral da Audible Brasil, e Isabela Pipitone, diretora executiva de Criação e Produção na Live the Agency, contam para a jornalista Juliana Pio como o projeto utilizou o influenciador Felipe Neto, que simulou uma pré-candidatura à Presidência para promover o audiolivro “1984”, de George Orwell.
A ideia central foi criar uma distopia temporária que gerasse curiosidade e debates sobre a necessidade de ampliar o repertório literário. Além do impacto digital, a campanha contou com projeções em São Paulo, orquestrando uma narrativa que culminou em uma revelação estratégica. O desafio envolvia educar o público brasileiro sobre o segmento de audiolivros, explicando que a experiência da Audible oferece uma produção imersiva e não apenas uma leitura resumida.
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A aprovação interna da campanha exigiu argumentos sólidos devido ao risco de abordar temas densos. “A nossa gestão do poder decisório é bastante local. De repente, você se vê num lugar em que você está falando com government affairs, com jurídico… envolve-se todo mundo. Eu acho que, talvez, a frase matadora foi ‘Vocês têm um time no Brasil? Vocês têm uma liderança no Brasil? Confiem nesse time que vem te entregando’. Só que, com isso, se desse ruim, provavelmente eu não estaria aqui”, explicou Adriana.
A aposta resultou em 500 milhões de impressões em apenas 48 horas, 2,6 milhões de interações e 900 reportagens espontâneas e um aumento de 308% nos cadastros na plataforma.
A agência focou em inserir a marca em conversas culturais orgânicas para otimizar o alcance da mensagem. “A gente acredita que se você fala uma coisa que não consegue navegar a cultura, você vai ter que pagar muito dinheiro de mídia em cima daquela mensagem para martelá-la 50 vezes até a pessoa assimilar. Se você usa cultura e usa algum elemento pop, um elemento realmente de aderência, que as pessoas querem ouvir, querem discutir, você acaba segurando muito do investimento de mídia porque a população e as pessoas amplificam aquilo”, falou Isabela.
Para as convidadas, o sucesso do case, que transformou “1984” no original mais ouvido do ano, foi fruto de uma cocriação autêntica e da coragem de arriscar em formatos disruptivos.
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