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“Novos 50+ não se parecem em nada com os do passado”, diz pesquisadora

“As grandes marcas precisam dar atenção para os consumidores 50+, que de fato têm poder de consumo e de influenciar seus familiares.” Foi com essa frase de abertura, que Layla Vallias, cofundadora da Data8 começou sua palestra no MMA Impact Brasil 2026.

À frente do hub de pesquisa, Layla apresentou o principal estudo desenvolvido pela empresa ao longo dos últimos 10 anos, Tsunami Prateado, que chega à sua 3ª edição este ano. Realizada com 2,5 mil brasileiros, entre 50 e 85 anos, de diferentes classes sociais e raças, a pesquisa teve o objetivo de entender em profundidade quem são os consumidores da economia prateada no Brasil.

“Essa é uma pauta que ainda está muito invisibilizada e sobre a qual pouco se fala nas empresas e dentro das agências, com 70% delas nunca tenha recebido um briefing para fazer campanha para esse público. Temos que falar muito sobre esse assunto e trazer dados”, contou a cofundadora da Data8.

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Crescendo 3% ao ano, a geração prateada ocupa um espaço importante em um mundo onde as pessoas estão tendo menos filhos e estão vivendo mais. Com a transição demográfica redesenhando desde o trabalho até a produção e o consumo, Layla falou sobre como as empresas precisam mudar sua forma de se comunicar e começar a focar suas campanhas, publicadas em redes sociais, também para o público 50+.

“Os novos 50+ não se parecem em nada com os prateados do passado, por isso não adianta colocar na campanha a imagem de uma pessoa com o cabelo grisalho. Essa geração é muito diversa e precisa de representatividade”, contou Layla.

Além disso, a geração prateada está redefinindo o que significa viver mais. De acordo com dados da Data8, a maioria dessas pessoas que usa a internet todos os dias, 67% deles compram on-line e 79% planejam sua velhice.

“Os prateados não são invisíveis, mas estão sendo invisibilizados nas campanhas publicitárias e na jornada digital”, concluiu a cofundadora da Data8.

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