A atenção é um ativo cada vez mais raro na realidade de rolagem de telas e excesso de estímulos e conteúdo da sociedade atual. “A gente consegue atenção por apenas 1,3 segundo da Geração Z. Depois disso, a gente já perdeu a atenção deles. Nunca se investiu tanto para ser ignorado”, começou Daniele Oliveira, Sales and Partner Director para WeTransfer da US Media, durante um dos painéis do MMA Impact Brasil 2026, que também teve a presença de Paulo Ilha, Chief Media Officer e sócio-fundador da Galeria, e de Felipe Titto, empresário, apresentador e influenciador da Tittanium.
Na opinião de Ilha, o mercado publicitário está em um momento de transição extremamente importante. “A gente parte de um mercado muito focado em métricas essenciais de eficiência de mídia (CPM, CPV e métricas como tal). Isso gerou um impacto no mercado que é a gente ter contribuído para a erosão da atenção nas mensagens publicitárias, a partir dessa hiperconcentração somente em eficiência. A eficiência se dá por outras camadas e a atenção é um dos elementos essenciais hoje”, falou.
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Ele destacou que a atenção e a retenção dependem do contexto e da criatividade. “Os algoritmos nos colocam no mesmo lugar. Ele não entende a próxima demanda que vai surgir”, explicou. Ilha lembrou que, nos últimos 2 anos, o investimento publicitário das marcas em esporte saiu de 8% para 22%. “O conteúdo ao vivo tem muito mais atenção e retenção que o excesso de conteúdo”, justificou.
Para Titto, é importante considerar que cada plataforma performa de um jeito diferente e não adianta usar a linguagem ideal de um em outro. “O Instagram, especificamente, é um lugar de dopamina, a pessoa entra ali para ver conteúdo. E a galera inverte a ordem, em campanha, em promoção pessoal. Não é para inverter a ordem. É primeiro entretenimento para depois instrução. Se quiser instruir para depois entreter, você não vai ter retenção”, disse.
Questionados sobre como as marcas podem construir uma conexão com a audiência, para manter a atenção, como fazem os influenciadores, os convidados foram diretos. “É uma tríade: tecnologia, contexto e criatividade”, contou Ilha. “O que torna uma rede social de um CNPJ interessante é ter outros atrativos além do que está sendo vendido como comodities”, afirmou Titto.



