A inteligência artificial é uma realidade cotidiana. De um lado, simplificando processos. De outro, exigindo uma maior capacidade analítica. O dia a dia mudou, e a forma como o mercado opera a mídia também. Esse foi um dos temas debatidos durante o MMA Impact Brasil 2026.
Para Viviana Maurman, VP de Mídia da Dentsu, a transformação é irreversível e exige um novo posicionamento profissional. “O mídia vai deixar de existir. Nunca mais vai ser o mesmo. Vai ser como um commodity. Como a gente vai se diferenciar? No que chamamos de 10, 20, 70: 10 são as ferramentas, o que todo mundo tem; 20 são os dados gerados por isso; e 70 é o repertório, a nossa experiencia, o que vamos fazer e interpretar. Quem não tiver conectado com o negócio vai deixar de existir. Você vai ser substituído. Na complexidade, ela tem uma grande oportunidade. Nunca o profissional de mídia foi tão exposto e necessário ao business. Estamos no melhor momento – para quem souber usá-lo”, disse a executiva.
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A visão de que a tecnologia redefine funções, em vez de simplesmente extinguir postos de trabalho, é compartilhada por Guilherme Assumpção, Managing Director da MiQ. Segundo ele, o foco atual reside em integrar as ferramentas à rotina para potencializar o capital humano.
“A IA deixa de ser um hype, uma tecnologia distante das pessoas, e começa a fazer parte. A gente procura focar no dia a dia do profissional e isso é uma realidade. Acho que não é sobre a IA extinguir profissões. Profissionais que não usam IA que podem ficar para trás dessa corrida.”
Para Martín Zanlungo, Media & Growth da GM, o principal benefício da IA é a capacidade de processamento em um mundo saturado de dados. Em mercados complexos como o brasileiro, a IA atua como um filtro essencial de eficiência. “Às vezes, a gente tem muita informação e pouco tempo para digeri-la, e isso pode fazer a gente chegar a conclusões erradas. [A IA] Nos dá maior agilidade e nos permite chegar a conclusões mais assertivas”, falou.
Assumpção completa que essa velocidade é o que não permite que agências e clientes mantenham planejamentos “estáticos”. O segredo está em entender que a tecnologia apoia o processo, mas não substitui uma estratégia sólida. “A IA não vai fazer mágica. Isso não existe em nenhum lugar. O que vejo é a IA participando da construção. Ajudando no inicial, e a partir de um bom plano de mídia, você consegue um resultado melhor”, finalizou.



