Durante a primeira edição do AI4M Summit Brasil, realizado no espaço WPP Vila, em São Paulo (SP), profissionais do WPP Group apresentaram seus usos da IA na rotina de trabalho. O painel destacou como a tecnologia pode ser aplicada na prática, transitando da automação até a criação e estratégia.
A primeira a falar foi Dindi Coelho, VP de Produto do WPP. A profissional abordou a relação com a ferramenta sob a metáfora do “pequeno bode na sala”, usando um tom mais informal para representar a resistência e os desafios da adoção à inteligência artificial. Ela contou que superou a frustração inicial ao passar a enxergar a IA como um processo, com fluxo de trabalho, dividindo tarefas complexas entre inteligência humana e artificial.
Dindi ilustrou a abordagem com casos práticos, como painéis de insights, um jogo interativo desenvolvido em um dia e automação de carrosséis de conteúdo.
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Ao final, a profissional do WPP enfatizou a necessidade de manter o senso crítico. “O pequeno bode da IA sempre vai existir, mas ele é importante para manter a gente crítico e atento para fazer as escolhas certas, mas não que afaste a gente de usar”, afirmou.
Na sequência, Vitor Amos, VP de Estratégia da Fbiz, ressaltou que o debate sobre inteligência artificial evoluiu de uma pauta técnica para discussões de cultura e comportamento social. Amos defendeu que os altos investimentos do setor exigem ir além da simples otimização de tempo.
“Eu decidi aceitar esse desafio. Entender que a minha forma de trabalhar inteligência artificial teria que passar por inventar novas soluções para problemas reais usando essa tecnologia”, explicou.
O executivo apresentou projetos desenvolvidos no ecossistema, incluindo superagentes de efetividade, audiências sintéticas para co-branding e agentes de análise de conteúdo no YouTube.
A palestra mostrou que a transformação da IA no setor depende de converter o ruído em torno da tecnologia em oportunidades reais para o trabalho e os negócios.



