No quarto episódio da série de podcasts “Masters of Marketing – especial CEOs”, Fabiano Lobo, CEO da MMA para a América Latina, recebe Claudio Lima, fundador e CEO da WoW Ventures e da Druid Creative Gaming. Durante o programa, o convidado conta sobre sua trajetória e fala da ascensão do mercado de games como uma das principais plataformas de comunicação contemporâneas, discutindo como marcas podem se conectar de forma autêntica a comunidades altamente engajadas.
O debate explora como a Druid surgiu da necessidade de atender a uma demanda por especialização, após Lima observar o potencial do setor durante seu trabalho com grandes anunciantes e a explosão de consumo na pandemia. Atualmente liderando uma equipe de 180 pessoas, o executivo explica que a agência opera como um nexo entre o marketing tradicional e o universo dos jogos, traduzindo linguagens específicas de microcomunidades para as salas de reunião.
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No bate-papo, o CEO da Druid cita casos práticos, como campanhas para Fortnite e parcerias com o Itaú, para exemplificar como marcas não endêmicas podem se inserir nesse ecossistema. Lima destaca que o game é um conector social que já supera o faturamento do cinema e da música somados, exigindo das empresas uma compreensão profunda de subculturas que envolvem desde animes até o K-pop.
“O game é o fandom que conecta todos os outros fandoms. Se eu quiser falar de música, eu tenho coisas com games. Se eu quiser falar de eventos, de creator, de tecnologia… Eu acho que o público vai ficar, já está ficando, cada vez mais conectado, mas, ao mesmo tempo, está cansado de certos comportamentos, principalmente desse brain rot de rede social, de ficar scrolling. E o game tem uma coisa mais ativa, ele é muito mais social. Você está com seus amigos, jogando, se divertindo, num chat de voz”, explica Lima.
Para o executivo, a missão de sua empresa é ser um elo que conecta os diferentes mundos. “O nosso trabalho é esse: a gente fala que é um tradutor. A gente traduz o game para a sala de reunião e traduz a sala de reunião para o game e os gamers ali, que perguntam ‘O que você quer que eu faça?’, ‘Que história você quer que eu conte?’. E é uma dificuldade”, conta.
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