Para apresentar um retrato do consumo de vídeo na região, a MiQ produziu o Panorama do Vídeo Digital na América Latina 2026 com o objetivo de “identificar riscos, oportunidades e pontos cegos para marcas e anunciantes”. Entre as principais descobertas do estudo está a consolidação na mudança do consumo de vídeo.
“Mais do que trazer novidades isoladas, o report consolida uma mudança estrutural que já vinha acontecendo no mercado. A principal constatação é que a jornada de consumo de vídeo se tornou verdadeiramente multiplataforma. O consumidor descobre conteúdo nas redes sociais, pesquisa no celular, assiste na Smart TV e transita entre diferentes serviços sem fazer distinção entre canais”, diz Guilherme Assumpção, diretor-geral da MiQ no Brasil.
Outro ponto percebido é que os modelos financiados por publicidade deixaram de ser uma alternativa mais barata e se tornaram motores de crescimento do streaming. “Para as marcas, isso representa uma oportunidade inédita de combinar alcance, qualidade de audiência e mensuração cada vez mais sofisticada”, complementa o executivo.
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Segundo o relatório, o Brasil consome, em média, 4 horas diárias de CTV por usuário. Até 2029, o país deve ser o segundo maior mercado internacional de serviços FAST (Free Ad-Suported TV) em receita, com faturamento de US$ 14,4 bilhões (aproximadamente R$ 75 bilhões) em vídeo on-line.
Uma das fricções e ineficiências apontadas pelo relatório é a incapacidade do mercado de mensurar, atribuir e monetizar a advanced TV de maneira integrada e comparável. “Esse é provavelmente o principal desafio da indústria hoje. Durante muitos anos, a televisão foi medida de uma forma e o digital de outra, dificultando uma visão integrada da jornada do consumidor. Na MiQ, acreditamos que o futuro passa pela mensuração baseada em pessoas, e não em dispositivos. É por isso que nossa abordagem combina diferentes sinais de dados para entender como o consumidor realmente transita entre telas e plataformas”, fala Assumpção.
De acordo com o executivo, a MiQ utiliza tecnologias como o ACR (Automatic Content Recognition), que permite compreender, de forma anonimizada e em escala, o consumo de conteúdo em Smart TVs. “Esse tipo de dado ajuda a medir alcance incremental, controlar frequência e entender melhor como a TV se conecta ao restante da jornada digital. O próprio report destaca a evolução do ACR como uma das tecnologias que está impulsionando uma mensuração mais transparente para o mercado”, afirma.
Para integrar centenas de fontes de dados, a empresa conta com a sua plataforma de inteligência própria, o MiQ Sigma, que conecta Advanced TV, vídeo digital, Retail Media e outros ambientes para oferecer uma visão unificada da audiência e otimizar campanhas com foco em resultados de negócio.
Busca por atenção
Está claro que a jornada do consumidor não é mais linear. De acordo como o Panorama do Vídeo Digital na América Latina 2026, 6 em cada 10 pessoas descobrem novos conteúdos em dispositivos móveis ou redes sociais, antes de assisti-los na tela grande. Os líderes de Marketing têm de ter isso em mente quando forem criar as campanhas.
“A principal mudança é deixar de pensar em campanhas separadas para cada canal e passar a construir jornadas conectadas. Hoje uma pessoa pode descobrir um filme no TikTok, pesquisar no YouTube, assistir ao conteúdo na Smart TV e concluir uma compra no celular. Essas etapas fazem parte da mesma experiência. Os líderes de Marketing precisam planejar campanhas considerando essa continuidade, utilizando dados para reconhecer o consumidor ao longo da jornada, adaptar a mensagem para cada contexto e controlar frequência entre diferentes ambientes. Mais do que comprar inventário, o desafio passa a ser orquestrar atenção. As marcas que conseguirem integrar criatividade, dados e tecnologia para acompanhar esse comportamento terão uma vantagem competitiva importante”, prevê Assumpção.
No Brasil, com a chegada da TV 3.0, essa transformação deve ser reforçada. “Mais do que substituir a CTV, a TV 3.0 tende a fortalecer um ecossistema em que televisão linear, streaming, FAST, AVOD e vídeo digital passam a coexistir de forma cada vez mais integrada. Para as marcas, isso significa novas oportunidades de alcançar audiência com mais relevância, eficiência e inteligência de dados”, diz.



