Como o áudio pode ser uma ferramenta para resgatar o hábito da leitura em um país que perdeu quase 7 milhões de leitores nos últimos anos? Esse foi o cerne do debate levantado no painel “Como construir marcas culturalmente relevantes através do pensamento social first?”, apresentado no MMA Impact Brasil 2025. O debate contou com a participação de Aline Rossin, CEO da Live.tt, e Adriana Alcântara, diretora-geral da Audible Brasil, que detalharam a estratégia da Audible, streaming de audiolivros da Amazon, para consolidar sua presença no mercado brasileiro.
O desafio da marca, segundo a executiva da Audible, foi criar o próprio segmento no Brasil, equilibrando o desenvolvimento da categoria de audiolivros com a construção de marca. A estratégia se baseou em relevância cultural e dados, evitando uma simples replicação de modelos estrangeiros.
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Para isso, a Audible investiu em conteúdos originais brasileiros, abordando temas como povos originários e a comunidade preta, além de utilizar vozes consagradas da cultura nacional para atrair seguidores de forma orgânica.
O grande destaque foi o case de lançamento da experiência em áudio do livro “1984”, de George Orwell, com o criador de conteúdo Felipe Neto. A campanha simulou uma pré-candidatura presidencial do influenciador para debater a manipulação da informação e a importância do pensamento crítico.
A ação resultou em 88 milhões de impressões, 56 mil menções, 2,6 milhões de engajamento e um aumento de 269% em novos ouvintes, além de 10% de seguidores a mais na base da marca em 3 dias. “O que o audiolivro traz é um tempo e oportunidades adicionais de você se conectar com a literatura, de se desenvolver. A gente acredita que o audiolivro pode ser, sim, uma possibilidade de retomar esse número e crescer”, explicou Adriana.
Aline Rossin destacou que a estratégia social first conectou a marca diretamente aos resultados de negócio. “É um caminho que não tem volta. Se a gente faz de uma maneira correta para essa marca e o território está preparado para isso, o resultado vem”, falou.
O painel concluiu que o sucesso no Brasil, um dos 3 maiores mercados de redes sociais no mundo, exige coragem para executar ideias que gerem conversas reais e engajamento qualificado.
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