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Para Hugo Rodrigues, é preciso voltar ao básico e fazer o óbvio

“Como vamos ter precisão estratégica em um mundo que recompensa a histeria?”. Essa foi a provocação feita por Hugo Rodrigues, sócio WMcCann e empreendedor, na palestra “Do óbvio bem feito ao extraordinário”, apresentada no segundo dia do MMA Impact Brasil 2026, realizado no Transamerica Expo Center, em São Paulo (SP).

O executivo começou a palestra chamando a atenção ao fato de que hoje muitas pessoas estão ensinando como usar a inteligência artificial e que há uma grande distância entre o que se fala e o que acontece. “Na IA, do discurso para o resultado tem uma grande oportunidade para o lado humano”, explicou.

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Outro questionamento levantado por Rodrigues foi a denominação big techs. “São as 5 maiores empresas de mídia do mundo, não são big techs. Elas bombardeiam a gente com uma quantidade insana de informações para captar a nossa atenção”, disse. 

O publicitário, então, conduziu a apresentação mostrando que, em tempo de excesso, o óbvio bem feito pode se tornar extraordinário. Ele citou um estudo da revista Nature, que mostrou que a tendência do ser humano é acumular camadas em vez de se livrar delas. 

Para provar seu ponto, mostrou 2 cases. O primeiro é uma ação da Chocolat du Jour, que transformou um simples guardanapo em um veículo de comunicação com o cliente, ao trazer informações curiosas e fora do comum sobre os benefícios do chocolate. Em seguida, ele mostrou como profissionais chineses estudavam os carros da GM em salões de automóvel pelo mundo, observando todos os detalhes e anotando tudo. “Pede para o estagiário fazer isso. Vê se ele vai”, questionou, mostrando que às vezes o simples leva ao melhor resultado.

Por fim, ele citou 3 ameaças e suas respectivas saídas do mundo atual, ideia que atribuiu ao filósofo Leandro Karnal. A primeira ameaça é a comparação, que pode ser combatida com a autocomparação disciplinada. Em segundo lugar, a falta de propósito, que tem como antídoto o propósito estruturado em ação. E por último, a falta de conexões reais, que é evitada quando há relações intencionais e consistentes. 

“Quero encerrar com 4 palavras: Lucidez. Sem lucidez tudo vira reação. Foco. Em um mundo de excesso, foco é poder. Mudar. Não é discurso, é desconforto aplicado. E, por último, evoluir. Dói evoluir, mas o outro caminho é a insignificância”, encerrou.

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