Como parcerias bem construídas movem o marketing em um ecossistema cada vez mais fragmentado, veloz e intergeracional? Esse é um dos questionamentos levantados no episódio #7 do podcast MMA XYZ, com Márcio Oliveira, co-CEO da Jotacom, e Gabriela Sartori, Head de Consultoria da Trope-se, e mediação de Luiz Menezes, fundador e CEO da Trope-se. O podcast é uma parceria entre a MMA e a Trope-se e reúne líderes do ecossistema de marketing para discutir negócios, cultura e futuro de forma descomplicada.
A conversa deste episódio parte de um dado provocador: quase 75% das empresas brasileiras ainda acreditam que a geração Z tem impacto limitado ou nulo nas vendas, mesmo em um país onde o consumo estimado dessa geração já movimenta R$ 662 bilhões por ano. A partir daí, o episódio aprofunda o debate sobre relações interpessoais, confiança, alinhamento de expectativas e o equilíbrio entre performance de curto prazo e construção de marca de longo prazo, especialmente em empresas que atuam em diferentes partes do ecossistema, como consultorias, agências integradas e marcas tradicionais.
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Márcio destaca que o julgamento das estratégias de comunicação já não está restrito a premiações ou especialistas do mercado, mas acontece em tempo real, na relação direta com o público. “Desde os primórdios da internet, a gente passou a ter um novo jurado, que é quem mais interessa, o consumidor. Se está funcionando é porque está funcionando de verdade. E aí o negócio chega lá já mais do que julgado, julgado por quem compra e por quem engaja”, afirma.
Com trajetórias complementares, os convidados compartilham visões sobre o peso real das soft skills nas parcerias contemporâneas, os desafios de conectar gerações dentro de um mesmo projeto e os riscos de uma comunicação que tenta parecer jovem sem compreender códigos culturais e dinâmicas de consumo.
“Tem muita coisa que vai mudar, tem muita tecnologia que vai chegar e sair. A única coisa que vai te colocar sempre pronto para sentar numa cadeira de liderança é empatia e curiosidade”, destaca Luiz.
Em um mercado onde apenas 1 em cada 10 empresas conta com profissionais da gen Z em cargos de liderança e 33% dos profissionais ainda relatam dificuldade para dialogar com esse público nas redes sociais, o episódio reforça que colaboração não é apenas estrutura, mas comportamento.
“Abram as portas para a Gen Z. A gente já está no mercado, isso é um fato. A gente não está desde ontem no mercado, a gente está há 10 anos produzindo, aprendendo e trazendo novas formas de fazer”, afirma Gabriela.
O papo também aborda liderança, carreira e transformação do networking no marketing atual, em que relações, antes construídas em reuniões formais, hoje podem nascer em colaborações criativas, conteúdos compartilhados ou projetos híbridos entre dados, tecnologia e cultura. A conclusão é clara: as parcerias mais relevantes do mercado são aquelas capazes de unir métricas e humanidade, estratégia e escuta, velocidade e consistência.



