No 3º episódio da 2ª temporada do MMA XYZ, podcast intergeracional que reúne líderes do ecossistema de marketing, feito em parceria entre a Trope-Se e a MMA, Luiz Menezes, fundador e CEO da Trope-se, recebe Paulo Braga Filho, CEO da Daxx Omnimedia, e Bruno Poiani, Business Director and Partner da Live, para uma conversa sobre as tendências do marketing, a transformação dos negócios e os desafios de criar estratégias que dialoguem com as novas gerações.
A conversa parte da percepção de que o marketing passou a operar na velocidade do scroll, enquanto marcas e organizações ainda buscam equilíbrio entre acompanhar a cultura e manter consistência estratégica. Ao longo do episódio, os convidados discutem como a audiência deixou de ser apenas receptora de mensagens para assumir um papel ativo na criação de narrativas, impulsionada pela creator economy, pelos algoritmos e pelas dinâmicas culturais do ambiente digital.
Com mais de 3 décadas de experiência em marketing, vendas e estratégia, Paulo Braga Filho compartilha a visão de quem acompanhou diferentes fases da publicidade, da centralidade da TV aberta à fragmentação dos canais digitais. A conversa aborda como performance, eficiência e mensuração continuam sendo pilares fundamentais, mas exigem hoje uma leitura mais ampla de contexto, integração entre áreas e decisões orientadas à sustentabilidade dos negócios no longo prazo.
Na mesma mesa, Bruno Poiani traz a perspectiva de uma agência guiada pela cultura, destacando como movimentos culturais, memes e conversas do tempo presente podem ser traduzidos em estratégias de marca com impacto real. O episódio explora como dados e cultura não atuam como forças opostas, mas como elementos complementares na construção de marcas relevantes em um ambiente marcado por excesso de informação e disputa constante por atenção.
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O debate também avança sobre o significado prático de termos amplamente utilizados pelo mercado, como autenticidade, relevância e conexão com a Gen Z. A partir de dinâmicas e provocações, o podcast discute os riscos de abordagens superficiais e reforça a importância de compreender hábitos, códigos e comportamentos antes de tentar dialogar com novas gerações.
Ao longo do papo, surgem reflexões sobre liderança intergeracional, o papel das agências em um cenário onde o público influencia cada vez mais as narrativas das marcas e os desafios de equilibrar criatividade, cultura e resultados de negócio. A conclusão aponta para um futuro do marketing menos dependente de formatos específicos e mais ancorado na capacidade de escuta, interpretação cultural e tomada de decisão estratégica.



