Um dos segredos do sucesso da Bullet, no mercado há 38 anos, é não se contentar com o básico. “A gente queria subir a régua o tempo todo, a gente queria inovar, a gente queria fazer coisas diferentes, a gente queria perseguir borboletas no estômago. E foi isso que a gente fez e foi isso que consagrou a Bullet nesses anos todos”, conta Fernando Figueiredo, fundador e CEO da Bullet, durante o sexto episódio da série “Especial CEOs” do podcast Masters of Marketing.
Fabiano Destri Lobo, CEO da MMA para América Latina, recebe o executivo para saber mais sobre a trajetória empresarial da agência, a expansão internacional e as transformações no mercado publicitário. Entre os temas abordados estão a sustentabilidade dos negócios a longo prazo, a cultura de confiança nas relações profissionais e a integração da inteligência artificial no setor de comunicação.
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Durante a expansão para os Estados Unidos, iniciada em 2017, a agência ajustou sua estratégia para atender marcas brasileiras e latinas em transição, inserindo-se em um ambiente pautado pela meritocracia e pela responsabilidade mútua.
Além disso, o executivo detalha a reestruturação promovida durante a pandemia, quando adotou o trabalho híbrido, eliminou a sede física tradicional e passou a remunerar a equipe por divisão de receita.
“A gente consegue atrair talentos que querem ser um pouco empresários nessa história toda. A primeira coisa que eu demiti foi o ego. Deixa o ego fora da sala. Eu tinha uma sede de 1.500 m² na Berrini, que eu desmontei inteira, e fui para o State, que é um hub de tecnologia e startup na Vila Leopoldina. É animal porque a troca, as conexões são muito legais. O ar que você respira lá é muito bacana”, fala Figueiredo.
Segundo o publicitário, outra mudança foi transformar o modelo em híbrido definitivo, com os colaboradores decidindo quando vão ao escritório. “Se eu estou híbrido, eu não posso obrigar as pessoas ficarem no presencial o tempo todo. As pessoas vão na Bullet quando querem, se quiserem. Isso fez com que a avaliação da Bullet passasse a ser em cima de produtividade e não de carga horária e não de hora homem e não de nada disso”, diz.
O impacto da inteligência artificial na rotina publicitária também foi abordado na conversa. O fundador e CEO da Bullet destaca que as ferramentas generativas devem ser utilizadas para ampliar a assertividade e acelerar entregas, reduzindo o tempo de maturação dos projetos sem substituir o talento humano.
“Eu sou um evangelista de inteligência artificial. Eu adoro e incentivo o meu time a usar com responsabilidade, mas a usar a inteligência artificial. Não para deixar o trabalho mais fácil, mas para deixar o trabalho mais assertivo”, afirma.
Assista à entrevista completa no YouTube do MFT.



